Transformação digital virou jargão. Pra quem decide, o que importa é qual sistema substituir primeiro, com qual orçamento e o que o board vai cobrar em 12 meses. É essa conversa que tenho com diretoria.
Empresa com ERP de duas décadas travando produto novo. O fornecedor original não existe mais, a customização interna virou caixa-preta, ninguém da operação confia em fazer mudança grande, e o time digital novo já desistiu de propor.
A diretoria decidiu "vamos usar IA" sem clareza do que substituir, comprar ou construir. Cada fornecedor que entra na sala vende a versão dele de IA, e a diretoria não tem como diferenciar plataforma genuína de slide bonito sem alguém técnico do lado.
A migração pra cloud foi tentada com integrador grande e parou no meio. Parte do legado tá em AWS, parte continua no data center, dados estão duplicados, custo dobrou e ninguém quer puxar o fio.
O dado estratégico do negócio tá em planilha de Excel, relatório PowerBI quebrado e ERP que ninguém atualiza. Quando a diretoria precisa de número, atrasa dias. Quando precisa de série histórica, vira projeto.
Decisão estratégica defensável, com tradeoff técnico e financeiro explícito
Leitura técnica e estratégica do stack atual: ERP, integrações, dados, infraestrutura, equipe, processo. Identifica o que tá travando crescimento e o que pode esperar.
Plano de 12 a 36 meses, com fases claras, entregas trimestrais mensuráveis e marco de decisão a cada ciclo. Sem big-bang, sem promessa de transformação total em seis meses.
Avaliação pra cada componente: construir interno, comprar produto, contratar parceiro ou outsourcear. Matriz de risco, custo total, dependência de fornecedor e prazo de break-even.
Identifica três a cinco casos de uso de IA com retorno mensurável, prioriza por risco e impacto, define stack (RAG, LLM, automação) e plano de implementação ligado a métrica de negócio.
Governança, data platform, BI confiável, indicador estratégico no painel da diretoria. Estratégia que une operação, financeiro e comercial em torno de dado único.
Sessão mensal ou trimestral com C-level e liderança técnica pra acompanhar execução, ajustar prioridade, mediar conflito entre áreas e garantir que o roadmap não vire prateleira.
Perfis de cliente que aparecem com mais frequência na fila
O primeiro passo é uma conversa de 30 a 60 minutos com C-level ou diretoria, sem custo. Entendo a empresa, o setor, o estágio digital, as restrições políticas internas e o que já foi tentado. No fim digo se faz sentido seguir comigo ou se você precisa de outro perfil.
Se faz sentido, mando proposta com escopo, cronograma e valor em até cinco dias úteis. Engajamento mínimo de três meses pra diagnóstico e roadmap, e mensal ou trimestral pra acompanhamento executivo de execução.
Trabalho remoto com viagens pontuais pra workshops presenciais quando faz sentido. Documento entregue em formato consumível por diretoria, com versão técnica complementar pra liderança de engenharia.
As que mais aparecem no primeiro contato
Não existe versão honesta com prazo único. Modernização de stack crítico (ERP, integrações, plataforma de dados) leva entre 12 e 36 meses dependendo do escopo, do appetite por risco e do orçamento. Mas valor mensurável aparece bem antes: o primeiro ciclo de seis meses já deveria entregar um sistema modernizado, um caso de IA em produção e dado estratégico fora do Excel. Quem promete dois anos sem entrega intermediária tá vendendo deslumbre.
Em métricas de negócio, não de tecnologia. Redução de custo operacional, aumento de margem por automação, encurtamento de time-to-market de produto novo, redução de incidente operacional, NPS de cliente interno e externo. Migração de servidor pra cloud que melhora o diagrama mas não mexe em nenhuma dessas métricas em 12 meses não foi transformação, foi mudança de fornecedor.
Substituo em parte. Pra diagnóstico, decisão arquitetural, roadmap defensável e acompanhamento executivo, sim. O que entrego com mais profundidade técnica e custo menor que Big4. Pra execução com 50 consultores em paralelo, terceirização de squad inteiro e responsabilidade contratual de obra pública, não. Frequentemente complemento: faço a leitura técnica do que Big4 está propondo pro cliente e dou segunda opinião defensável.
Sim, e é onde transformação digital tem maior impacto. Empresa não-tech costuma ter ERP legado, dado disperso em planilha, processo manual replicado entre filiais e tentativa anterior de modernização que parou no meio. A conversa começa fora do jargão técnico, com diretoria e operação, e o roadmap se conecta a métrica de negócio concreta (margem, frete, estoque, atendimento).
Os dois. Em transformação digital, decisão técnica é decisão comercial. Substituir ERP, escolher cloud, comprar produto ou construir interno, parceria com integrador, contratação de squad interno: tudo é tradeoff de risco, custo e prazo. Trabalho com C-level pra que a diretoria tome decisão informada, não decisão vendida por fornecedor.
Uma conversa com a diretoria sem custo. Saio com leitura técnica e estratégica do que tá travando e onde mexer primeiro pra entregar resultado mensurável.
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